sábado, 6 de outubro de 2012

Comentários, por favor?


Muita gente me escreveu no Facebook e em outros sites, reclamando da impossibilidade ou dificuldade de postar comentários aos meus escritos.

Dei uma mexida nas configurações, e ME PARECE que agora a coisa ficou mais fácil. Claro que pode demorar um pouquinho para o comentário aparecer, porque o blog segue moderado (eu lá quero a tchurminha da MAV de Rui Falcão empesteando meu blog? No way, José!).  Mas deve ter facilitado - vejam aí.

Amanhã, eleições municipais. Uns dizem que é termômetro do ânimo nacional, uma espécie de preliminar para 2014. Não acho que chegue a tanto, porque o que predomina nas eleições para prefeito e vereadores é, em essência, a política paroquial e o lixo nas ruas, e não as grandes questões nacionais. Mas alguns eleitores talvez se sintam envergonhados em votar nos candidatos de um partido que encampa os atos criminosos de seus líderes, e pense duas, três ou mais vezes antes de dar o comando da administração de sua cidade a eles. 

Falarei mais deste assunto daqui a pouco.

Bom sábado, e muita consciência amanhã.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Eleições

Esse ano eu não vou votar. Meu título é de Petrópolis, e estou morando em Guararema, SP, desde julho. Uma pena, eu gostaria muito de ir dar dar meu votinho para alguém em quem confiasse para governar minha cidade. Ahhh... menos, vai.... Para dizer a verdade, eu teria muita dificuldade para escolher candidatos, lá em Petrópolis. Para prefeito, não gosto de nenhum dos postulantes ao cargo. É tudo gente que já mandou em Petrópolis antes e, pra ser bem sincero, a cidade não melhorou em nada desde que eu mudei para lá, em 1988. Pelo contrário, só piorou.  Para vereador a situação é ainda pior: não conheço nenhum candidato. E não voto em quem desconheço totalmente. Portanto, minha ausência às urnas nesse domingo, não fará tanta falta assim.

Gostaria mesmo é de votar em São Paulo. Lá tem um candidato a prefeito cujas obras eu conheço. Sei bem o calvário que era trafegar pela marginal do Tietê, antes das obras que desafogaram aquela via, feitas por Gilberto Kassab em parceria com José Serra, um na prefeitura, outro no governo. Para vereador, a escolha natural é Andrea Matarazzo, um sujeito que tem as idéias para melhorar a cidade, a escolaridade para saber o que dá e o que não dá para fazer, a vontade de implementar os projetos viáveis, e sobretudo a honestidade para brigar por elas sem se corromper. Feliz de ti, São Paulo, que ainda tem gente competente disputando essa eleição.

No caso do Serra, ocorre um fenômeno curioso. Em 2010, há meros 24 meses, ele bateu a Dilma, na cidade de São Paulo. O eleitor paulistano e paulista o conhece. Sabe de sua competência e dedicação. Já o teve como prefeito e governador, sempre muito bem avaliado.  E agora, os institutos dizem que 44% dos paulistanos o rejeitam. O que mudou de 2010 para hoje? A rigor, nada. Então qual o defeito do Serra? O mal do Serra é ser feio de doer. Essa sua semelhança com o nefasto Sr. Burns, dos Simpsons, é terrível. Serra é careca, tem olheiras. Não é simpático, por mais que tente. Numa comparação visual com os demais concorrentes, perde feio. 

Mas... espera aí.  Quem disse que eu quero um prefeito bonito? Um prefeito com ares de galã vai governar melhor do que o feio? Que diabos uma coisa tem a ver com a outra? E essa coisa de simpatia, então.... eu tenho minhas reservas quanto a políticos muito simpáticos, cheios de blá-blá-blá, que passam a adorar crianças catarrentas e mendigos repugnantes, da noite para o dia. Me passa um quê de falsidade total. Serão simpáticos assim, quando tiverem que demolir favelas, desalojar invasores e, sobretudo, dizer NÃO aos pleitos mais absurdos que lhe chegarem ao gabinete? Duvido muito.  Serra pelo menos é autêntico. Um sujeito feio, carrancudo... mas que faz e acontece quando o assunto é governar.  E tem mais. Serra tem longa militância política. Já governou, já teve o poder. Pelo que sei, mora na mesmíssima casa do Alto de Pinheiros, onde vive há décadas. Tem denúncias contra Serra? Não vejo nenhuma que mereça crédito. Ou alguém vai querer me convencer que o cartapácio de boçalidades escrito por Amaury Ribeiro conta como "denúncia"? Se contasse, onde anda o Ministério Público que nada faz, face acusações tão graves? No meu entender, o que existe contra José Serra é uma trama bem urdida nos porões do petismo torpe, para desconstruir a imagem de um homem público contra o qual não há uma acusação formal sequer. Essa rejeição de 44% contra o Serra não é fruto de seus governos, ou de denúncias de corrupção. É pura manobra de massa, uma "onda" artificial criada para acabar como ele, politicamente, e permitir a ascensão política do "poste" escolhido por Lula para impor o petismo em São Paulo, e assim minar o principal foco de resistência ao petismo no Brasil. 

O que Lula, Rui Falcão e outros "falcões" do petismo não tiveram a inteligência para saber, é que o paulistano é o eleitor mais escolado do país. E esse eleitor, embora possa nutrir certa simpatia quase imorredoura pelo PT, num índice de cerca de um terço do eleitorado, detesta receber um candidato goela abaixo. Fosse a Marta Suplicy a candidata do PT, eu diria que ela já estaria na liderança da disputa, com seus 30% das preferências. Se levaria no segundo turno, é outra história. O paulistano não sente muita saudade de Marta, com suas taxas disso e daquilo, e seus contratos marotos com concessionárias de serviços públicos. Mas teria chance.  Por outro lado, esse Haddad, fala sério! Será que o PT não tinha um nome melhorzinho, não? Aquela coisa do Enem, o tal kit-gay (cujo dinheiro foi para o ralo)... e sobretudo, aquele apoio indecente do vilão-mor da política paulista, Paulo Maluf... O Haddad vai ter que suar muito para ganhar 10-15% do eleitorado, até domingo, e levar a coisa para o segundo turno. Acho que não leva. Mas isso é palpite, claro.

E o Russomanno?  Confesso que nunca gostei do cara, desde a época de "xerife da defesa do consumidor" na TV. Aliás, gente de TV deveria ficar longe de política. Porque a força da TV sobre a massa é muito grande, e povão adora votar numa "celebridade". Vejam aí os casos de Tiririca e outros que tais. Ah, mas ele tem direito...  Que seja. Isso o torna mais palatável? A meu ver, não. A história nos fala muito da personalidade das pessoas, e o passado do Russomanno, francamente, não é dos melhores. Tem muita coisa sendo divulgada, e ele não tem conseguido convencer ninguém de que seja invenção dos adversários. Um sujeito que larga a esposa moribunda num hospital, e vai buscar uma câmera para fazer jornalismo de denúncia (infundada, como a Justiça provou depois), olha.... eu não votaria num sujeito desses nem para zelador de zoológico. Principalmente para zelador de zoológico, diga-se de passagem. Sabem como é, vai que resolve vender uma empresa, fica rico... não. Celso Russomano, ainda mais com o suporte da Igreja Universal, nem a pau, Juvenal.  Acho que o paulistano vai percebendo isso, e aquele furor pro-Russomanno que ameaçou jogar São Paulo nas mãos desse midiático vai perdendo força dia após dia. Ele deve emplacar um segundo turno, porque as eleições estão logo aí, mas não creio que tenha cacife para segurar seus percentuais favoráveis até o fim do mês. E aí, esses 44% de "rejeição" a Serra (caso o tucano consiga estabilizar a vantagem que possui sobre Haddad) podem muito bem significar 56% de "aceitação", e São Paulo seguirá em boas mãos.

A conferir.
Rojões a postos

(na foto, portaria do "hotel" da Papuda, DF, futuro endereço dos mensaleiros. Consta que as acomodações não são das piores, mas a cuisine perde feio para a do Naoum...)

São 19:21 de quinta-feira, 04 de outubro. No Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux vai concluindo seu voto, condenando Delúbio Soares, José Genoíno e José Dirceu, além dos condenados de praxe, como Marcus Valério e os escroques do Banco Rural.

Anteriormente, Rosa Weber acompanhou o voto do relator Joaquim Barbosa, na mesma convicção de condenação dos mensaleiros. 

O advogado de PT travestido de Ministro do STF, Ricardo Lewandowsky, ainda tentou argumentar, há poucos minutos, mas suas colocações foram massacradas de forma enfática pelo Luiz Fux.

O placar está 3 x 1 pela condenação do "comitê central da corrupção". Pelas intervenções manifestas de Gilmar Mendes, Celso de Mello e Ayres Britto, pode-se inferir, sem medo de ser feliz, que eles também não deixarão os réus impunes. Para fechar o cerco, e colocar a tranca no portão, a Ministra Carmem Lúcia, a julgar por suas posições em relação aos demais acusados, deve selar o destino da quadrilha. Como o voto de Antonio Dias Toffoli é sobejamente conhecido (muito embora ele talvez opte, em face da derrota iminente, em acompanhar a maioria e tentar manter um mínimo de compostura e dignidade diante dos seus pares), restará apenas o Marco Aurélio de Mello, cujo voto é difícil de prever. 

No resumo da ópera, o placar final vai variar entre 8 x 2 e 7 x 3 em favor da condenação, o que, entre outras coisas, desmonta a possibilidade de procrastinar a aplicação das sentenças pelos tais "embargos infringentes", que necessitam de 4 votos contrários à decisão majoritária para ganharem aplicabilidade. 

Ou seja, pelo andar da carruagem, José Dirceu e seus comparsas, a partir da semana que vem, deixarão de ser réus, para integrarem o alegre bloco dos CONDENADOS pela Justiça brasileira. Condenados por CORRUPÇÃO, no mínimo, e podendo chegar a QUADRILHEIROS, com penas que podem chegar a 25 anos de reclusão. 

Serão presos? Fugirão, como parece ser o caso do ex-diretor do Banco do Brasil? Ou buscarão, talvez, um indulto salvador da Dilma? 

Pouco importa. Claro que a alegria será maior, ao vermos esse trio dando entrada na Papuda, para cumprir suas sentenças em cela comum. Algemados, se possível. Mas, se as chicanas não permitirem ao povo brasileiro ver, ao vivo e a cores, que no Brasil das pessoas decentes a roubalheira e manipulação política com dinheiro que deveria ser destinada a escolas, creches, merenda escolar e segurança, entre outras mil prioridades do povo, não ficarão impunes, seja quem for o criminoso, tudo bem.

O importante terá sido atingido: a eliminação dessa corja do cenário político nacional. Quem ousará subir num palanque ao lado de um criminoso condenado? 

Bem, como a cara de pau do PT não tem limites, tudo é possível.

Os rojões estão prontos. Mais uns dias.



Os "Espertos"


Todo mundo já passou por essa: fim de tarde, trânsito pesado na estrada. Aos poucos  a velocidade vai caindo, depois de alguns quilômetros vira uma procissão a passos de cágado. Mais uns metros, e a coisa simplesmente para. Anda uns metros, para de novo... a gente fica ali, na direção, imaginando o que poderá ter havido lá na frente, acidente, obras, blitz... A paciência vai minguando, mas não tem outro jeito, liga-se o rádio e adota a máxima da ex-prefeita de São Paulo: "Relaxa e goza".

Pelas tantas, olha-se pelo retrovisor da direita, e lá vem um carro. Não, não é da Polícia Rodoviária, nem é ambulância. É um carro comum. A seguir passa mais um, outro, uma sucessão de "espertinhos" que saem ultrapassando a todos, pelo acostamento. Proibido? Lógico. São 7 pontos na carteira, e mais de quinhentos Reais de multa. E quem se importa? Os espertos vão passando alegremente, solenemente se lixando para a fila parada à sua esquerda, repleta de "otários", que teimam em manter um comportamento ético mesmo numa situação calamitosa. De vez em quando um dos "éticos" se rende à esbórnia geral, dá seta à direita e sai ultrapassando, misturado aos demais transgressores.  

Lá na frente, um carro parado, no acostamento. Não aguentou o engarrafamento e ferveu. O dono ali, desconsolado, olhando a coluna de vapor que sai de algum lugar no motor. Mas.. e os espertinhos? Ah, eles tem que voltar à pista, não é? Uns mais cordatos permitem simplesmente, parando seus carros para que os malandros ingressem na legalidade, que dura apenas até que ultrapassem o obstáculo. Em seguida, os "espertos"voltam ao acostamento, e à baderna. Ao parar para deixar o cretino entrar, cria-se uma onda de paradas ao longo da fila, por quilômetros. Ahá... está aí o motivo do para-e-anda. Outros, mais aborrecidos com a fuzarca recusam-se a deixar o cafajeste da estrada entrar, e são pressionados. O outro vem chegando, apertando, seta ligada... ameaça bater, e aí vale quem tem mais determinação e coragem. Muitas vezes sai xingamento, até brigas de tapa. Num extremo, até tiro.  

Finalmente, chega-se ao causador do tumulto: um acidente, felizmente de pouca monta. Nada que pudesse justificar duas horas de inferno. Na verdade, não levaria mais do que dez minutos para o tráfego fluir normalmente... mas a ação dos "Gersons" da estrada é a raiz do problema todo. Passa-se o evento, e a viagem segue.

Dá uma raiva, não dá?  Quem, nessa hora, já não ficou torcendo loucamente para ter um policial rodoviário ali na frente, multando e retendo todos os "espertinhos"? Ah, seria a glória, passar e gritar algo obsceno para um sujeito desses, ao vê-lo ali, entregando documentos para o agente da ordem e da lei. Uns vão mais longe, e imaginam-se os próprios policiais, em pensamento fantasioso. Poucos almejam a carreira policial, mas o que tem de gente que daria um dedinho para ser um policial numa hora dessas, é brincadeira. Na vida real, a gente sabe que as coisas são bem diferentes da fantasia utópica da punição aos malfeitores. Nunca vi alguém ser surpreendido por um policial num lance desses. Parece que nessa hora os policiais decidem todos ir tomar café. Não aparece um. E os malandros "se dão bem", e nós, pacatos cidadãos seguidores da lei, nos danamos. É... o mundo não é como a gente quer mesmo.

Escrevi essa historinha, tão comum no dia-a-dia, para ilustrar o meu sentimento em relação ao julgamento do Mensalão, ora em curso. Ao ver os peixes graúdos da corrupção e sem-vergonhice política brasileira sendo condenados, um a um, no plenário do Supremo Tribunal Federal, a sensação é semelhante à hipótese de vermos, bem no meio daquele engarrafamento todo, um carro azul e amarelo da Polícia Rodoviária Federal, com um monte de policiais, todos de bloco na mão, multando, apreendendo e principalmente parando aqueles "espertos" que acham que o mundo é dividido entre eles, que podem tudo, e os otários (nós), que temos que seguir as Leis. A sensação é indescritível. Fervor patriótico? Não... não é por aí.. muito embora o meu amor pelo Brasil se sinta recompensado quando vejo os canalhas do dinheiro público recebendo, enfim, o carimbo de "condenado". Eu diria que algo mais interno, que vem das tripas, uma sensação de justiça, que dilui a sensação normal que temos de total impotência diante do crime em geral. Está certo que um e outro "policial" prefere fazer de conta que não viu nada, mesmo com os carros a lhe passarem por cima das botinas ali no acostamento. Ora, tem bons "policiais" e tem policiais que tem, para ser bem explícito, sua própria agenda. Os que acham que pode haver corruptos passivos sem que haja a contrapartida ativa e, pior, aqueles que mesmo cansados de saber QUEM comandou o esquema, quem o idealizou, autorizou e arquitetou, desprezam a Justiça em favor de "provas materiais", como se canalhas espertos deixassem impressões digitais dando sopa por aí. Será que o ministro Lewandovksy acredita piamente que um idiota útil como Delúbio Soares, um borra-botas do partido, tenha, por si só, engendrado o maior esquema criminoso de compra de apoio parlamentar com dinheiro roubado dos cofres da União, de que se tem notícia? Crer nessa hipótese transcende a fronteira do risível, e adentra o terreno perigoso da "agenda", ou pior, do direcionamento de um juiz da Suprema Corte por militantes de um partido eivado de corruptos. Daqui para frente, quem dará crédito a Ricardo Lewandovsky? Quem acreditará na isenção de Antonio Dias Toffoli? Esses dois ficarão carimbados como paus-mandados do partido que lhes colocou no STF. Não serão levados a sério por ninguém. O Ministro Joaquim Barbosa é o nosso xerife, implacável, durão, que vai logo tomando documentos e preenchendo talonários sem fim de multas astronômicas, que é pros criminosos não se meterem a besta. A maioria do Tribunal o acompanha, uns mais duros, outros mais ponderados. Há dias, o decano do Tribunal, Ministro Celso de Mello, proferiu a frase que ficará para a história em relação ao Mensalão: “Quem tem o poder e a força do Estado, em suas mãos, não tem o direito de exercer, em seu próprio benefício, a autoridade que lhe é conferida pelas leis da República.” Em suma, o Ministro deu um "basta" à safadeza dos que acham que podem ultrapassar pela margem da lei: "Não, vocês NÃO podem!". 

Me senti como o motorista que enfim vê o trânsito fluindo, e mais, observa trinta e tantos carros ali parados, fora da pista, seus donos em volta, uns desconsolados, outros bradando juras de vingança contra o efetivo policial que, até que enfim, acabou com suas estrepolias. Passo a sorrir mais, ao ver tudo aquilo. 

O Brasil vai ficando mais bonito.



domingo, 23 de setembro de 2012

Contagem regressiva 


Curioso como notícias que deveriam merecer a atenção do mundo perdem sua importância nos jornais, ganhando não mais do que algumas poucas linhas em meio a notícias consideradas mais "quentes", tais como a corrida presidencial e a continuada recessão nos EUA, a crise do Euro, a quebradeira grega e, no Brasil, o julgamento do Mensalão, entre outros assuntos.

As notícias acerca da ameaça, cada vez mais substancial, de um ataque israelense às instalações nucleares do Irã, que deveriam estar ocupando as manchetes, até por seu grau de letalidade potencial, ganham tímidos cantos ou quintas páginas dos jornais. Parece que o mundo relegou os seguidos avisos do Primeiro-Ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ao ocaso reservado aos bufões que não cumprem suas ameaças. De fato, há diversos dirigentes mundiais cujas ameaças são como lufadas de ar quente - aquecem o ambiente porém não incendeiam coisa alguma. Menos mal, porque se bufões como Kim Jong-Un e Hugo Chávez levassem a termo suas fanfarronices, o mundo estaria em maus lençóis.

Mas com os israelenses a história é bem diferente. Quem subestima a real intenção de Israel de impedir, por quaisquer meios ao seu alcance, que algum país islâmico que preconiza a extinção do estado judeu possa desenvolver armas nucleares, comete um grave erro de avaliação. O Primeiro-Ministro israelense tem dado reiterados avisos de que seu país não tolerará a posse de bombas nucleares por parte dos aiatolás. Benjamin Netayahu tem feito uma cruzada incansável neste sentido, deixando claro à ONU e aos Estados Unidos, que simples restrições de ordem econômica não surtirão efeito para coibir a corrida nuclear do Irã. A cada dia que passa, o Irã segue solenemente se lixando para as inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica. Hoje mesmo acusou o diretor-geral do órgão de estar mancomunado com Israel, e assim a AIEA não poderia ser, na visão dos iranianos, um agente imparcial de fiscalização. O que os iranianos querem, com essa enrolação? É fácil adivinhar: impedir, por qualquer meio, inclusive a difamação, que ocorram as inspeções. Se seu programa é para fins pacíficos e energéticos (não me perguntem o porque de um país com imensas reservas de petróleo estar colocando a energia nuclear como prioridade), nada mais natural que eles queiram mais é que as inspeções ocorram, permitindo que o mundo se tranquilize, e acabem as sanções econômicas. Se não permitem, algo de podre há.

O grande fiador da paz mundial, os Estados Unidos, não parecem dispostos a agir de forma mais incisiva na questão nuclear iraniana. A meu ver, faz bem. Uma das boas decisões de Barack Obama, em que pesem as outras decisões, de modo geral equivocadas, foi de restringir pesadamente a ação americana de "polícia do mundo". Não há mais ameaça comunista, o terror islâmico é derrotado a cada dia, portanto, vale algo que escrevi num post há alguns meses: "Yankees, stay home!" Chega de jovens americanos morrendo numa terra estranha, por conta de um conflito que nada tem a ver com eles. Se os povos subdesenvolvidos querem matar-se uns aos outros, be my guest. O episódio do conflito americano na Somália em 1993 produziu heróis, mas aqueles vinte rangers mortos morreram, afinal, por nada. Chega de heróis mortos. Os possíveis e futuros artefatos nucleares nas mãos dos aiatolás não possuem foguetes que possam alcançar os Estados Unidos. Claro que sempre é uma ameaça, mas os EUA estão trabalhando com o mal menor, que é a tentativa, que considero infrutífera, de dissuadir o Irã de ter uma bomba nuclear, por meio de pressão econômica e política.  A meu ver, isso nem é resultado de desconhecimento de como funciona  a cabeça de um Khamenei ou de um Ahmadinejad (que os americanos conhecem muito bem), mas uma simples opção pela inércia, evitando o agravamento do sentimento antiamericano no mundo islâmico.

Mas com Israel a história é diferente. Israel fica ao alcance dos mísseis iranianos. E basta ler as declarações reiteradas dos líderes islâmicos para saber qual o destino do Estado judeu, caso países como Irã obtenham meios de aniquilá-los.  Israel não permitirá isso, e a proximidade de uma ação efetiva e armada contra essa ameaça está na relação direta com os informes que o serviço secreto israelense fornece ao seu governo, dando conta da evolução do programa nuclear iraniano. Alguém duvida que Israel atacará o Irã, caso se convença que é a única forma de impedir a obtenção de urânio enriquecido a 90% pelos aiatolás? Só um tolo! Israel já deu provas de que não brinca em serviço quando o assunto é ameaça real e imediata. Em duas oportunidades, o país deu provas de que não blefa com essas coisas. Em 1981, atacou e destruiu as instalações nucleares iraquianas, e, mais recentemente, em 2007, arrasou a usina nuclear da Síria em Al-Kibar. A Síria não deu um pio, e o assunto foi esquecido. Os líderes mundiais fariam bem em relembrar esses dois casos, e deles extrair lições valiosas. Israel vai agir contra as instalações nucleares do Irã - é só questão de tempo.

E o que acontecerá depois? 

Haverá guerra, novamente. Se o Irã terá apoio de outros países islâmicos, tais como Síria, Egito e que tais, não se sabe. De modo geral, os países de influência islâmica estão às voltas com seus próprios problemas internos, e não verão com bons olhos uma união com os xiítas iranianos num conflito aberto com um potência nuclear regional (sim, Israel tem vasto arsenal nuclear, e caso se sinta gravemente ameaçado, não titubeará em usá-lo). O mais provável é uma guerra localizada entre o Irã e as forças de Israel, acompanhado de intensificação de ações de terror islâmico ao redor do mundo. O desfecho dessa guerra é incerto, mas creio que Israel prevalecerá, com suas forças armadas num nível tecnológico vastamente superior ao dos iranianos. Será uma carnificina, e o grande impacto será na economia mundial, já fragilizada.

Que o mundo não subestime as palavras de Benjamin Netayahu.  O relógio está ticando, e a contagem regressiva está em marcha. Escrevam aí.

sábado, 22 de setembro de 2012

O "Golpe"


Parece que a palavra "golpe", que já batia ponto rotineiramente nas páginas das revistas semanais pagas para endeusar o governo, e seus blogs correlatos, virou moda, depois das revelações da revista Veja desta semana, em que o criminoso (agora já é, foi condenado pelo STF, falta só fixar quanto tempo passará na cadeia) Marcos Valério, de forma indireta, resolveu "abrir o bico" e entregar aquele que, no íntimo, todo mundo sabe que estava metido até os bigodes no mar de lama que recebeu o nome pomposo de "Mensalão". Ele era, afinal de contas, o grande beneficiário do esquema, pois através da propina, garantia um apoio digno de rolo compressor no seu governo. Não é preciso ser Sherlock Holmes para deduzir que sendo o maior favorecido, sabia do esquema e o aprovava, dentro daquela visão muito particular que os petistas tem sobre ética e dignidade, quando estão no poder. É elementar, meu caro leitor. Lula sabia de tudo, mas, como é seu hábito, deixou seus comparsas arderem sozinhos no mármore do inferno, fez cara de surpreso, de "traído", e foi à TV se declarar mortalmente ofendido com a existência do esquema - que, repita-se, foi montado exclusivamente para beneficiá-lo. Ah, esses amigos... tão solícitos! Será que existe alguém ingênuo o bastante para crer que um grupo de amigos comete uma série de crimes para ajudar outro amigo, e este nem fica sabendo da tramoia? Será que Lula acreditou que os votos de cabresto que obteve nas votações da Câmara eram fruto de mero "convencimento dialético" realizado pelo seu chefe da Casa Civil junto aos congressistas? Nem a Velhinha de Taubaté acreditaria nisso. Agora, com a perspectiva de passar anos numa penitenciária, um dos cúmplices resolveu que é uma injustiça ele, arraia miúda,  ficar numa cela, enquanto o peixe graúdo fuma charutos cubanos e ganha títulos de "Doutor Honoris Causa" por aí. Falou aquilo que todo mundo já imaginava.

Os petistas ficaram bravos feito marimbondos de casa derrubada. Saíram por aí a berrar que isso é uma tentativa de desmoralizar "o melhor presidente que o Brasil já teve" (cada um crê no que quiser, é um país livre - ainda). Acionaram revistas e blogs acostumados com a cangalha, como CartaCapital, Brasil247 e outras, para denunciar o "GOLPE" engendrado pela "direita reacionária". A palavra "golpe" ficou mais popular aqui do que no Paraguai, onde, por sinal, também não houve. Entre seus supostos articuladores estão os partidos de oposição (logo ela, a oposição mais banana de que se tem notícia da história da República, até o velho MDB criado pelos militares era mais combativo do que esse PSDB engravatado aí), a eterna "Imprensa Golpista" e, pasmem, a instância maior da Justiça brasileira, o Supremo Tribunal Federal, que agora estaria a soldo dos interesses golpistas. Para qualquer pessoa com QI acima de dois dígitos, é fácil ver onde reside a verdade. Mas o Brasil, pelo visto, não tem superávit de inteligência, e a massa de manobra de sempre compra as palavras dos Rui Falcão da vida como se fossem as Santas Escrituras.

Uma curiosidade: a exemplo de outras ocasiões, em que foi acusado de algum ato digamos, "pouco ético", o ex-presidente Lula não veio a publico diretamente, para desmentir, esbravejar, se declarar ofendido com as invenções daqueles que o acusam. Assim foi no caso do encontro com Gilmar Mendes, e agora a história se repete. Será que alguém adivinha o motivo? A "raposa velha" pode estar perdendo sua habilidade na escolha de candidatos preferenciais, com mostram as campanhas destinadas ao fracasso de seus apaniguados em Recife, Belo Horizonte e São Paulo, mas ele sabe muito bem que "macaco velho não enfia a mão em cumbuca". Vai que aparece uma gravação, e desmente seu desmentido? Então ele fala por interlocutores de confiança, que sempre poderão ser rifados caso a verdade não consiga ser escamoteada.

Mas, hoje quero falar de "GOLPE".


Antes de mais nada, é bom definir o termo:

Golpe: s.m. Ato ou efeito de golpear.

Choque que resulta do movimento com que um corpo atinge outro: "o golpe levou-o ao chão."


Notem que esta é apenas uma das múltiplas definições do termo, existentes nos dicionários. Se estreitarmos um pouco mais, entraremos na definição de "Golpe de Estado", que é a acepção que se quer dar atualmente. Vejamos:

Segundo o site Significados.com, um Golpe de Estado é o seguinte:

"Golpe de Estado é derrubar ilegalmente um governo constitucionalmente legítimo. Os golpes de estado podem ser violentos ou não, e podem corresponder aos interesses da maioria ou de uma minoria, embora este tipo de ações normalmente só triunfam quando tem apoio popular.
O golpe de estado pode consistir simplesmente na aprovação por parte de um órgão de soberania de um diploma que revogue a constituição e que confira todo o podes do estado e uma só pessoa ou organização, ou também um golpe militar, em que unidades das forças armadas ou de um exército popular conquistam alguns lugares estratégicos do poder político para assim forçar a rendição do governo. Para ser considerado golpe de Estado, não necessariamente o governante que assumiu o poder pela força tem de ser militar, como aconteceu no Brasil.
Tem este nome de golpe, porque se caracteriza por uma ruptura institucional repentina, contrariando a normalidade da lei e da ordem e submetendo o controle do Estado a pessoas que não haviam sido legalmente designadas, seja através de eleição, hereditariedade ou outro processo de transição.  No modelo mais comum de golpes, as forças rebeladas cercam ou tomam de assalto a sede do governo, muitas vezes expulsando, prendendo ou até mesmo executando os membros do governo deposto."
Bem, eu li essa definição umas quatro vezes, e ainda não consegui ver onde ela poderia se aplicar ao caso da denúncia formulada pela revista Veja contra o ex-presidente Lula. A não ser que se remova do seu título atual o prefixo "EX". Se Lula segue Presidente, num estranhíssimo e ilegal terceiro mandato (que, pelo andar da carruagem, vai virar quarto, quinto, sexto... e por aí vai), aí sim, a tentativa de um grupo político minoritário, desarmado (ou melhor, armado apenas com a verdade) poderia, em tese, ser vista como uma tentativa de "golpe". Mas, se Lula ainda é Presidente, o que faz a Dilma lá? Ela é ou não é governANTA? Se Lula é o chefe, então qual o epíteto que caberia à Dilma? Eu tenho uma, no caso do Imperador de Garanhuns seguir no posto:
Títere: s.m. Boneco que se move por cordéis e engonços, imitando gestos humanos. (Sin.: bonifrate, fantoche e marionete.) Palhaço, bufão. Fig. Indivíduo que se deixa levar facilmente por outrem, que só age por inspiração ou a mando de outrem.
Mas eu não creio que esse seja o caso. Lula é EX, e estamos conversados. E, nesse caso, o termo "golpe de estado" simplesmente não tem qualquer aplicação no caso, em que ele está sendo vinculado a uma série de crimes cometidos por seus assessores diretos. Para quem tem idade e memória, nunca é demais recordar o acontecido com o então Presidente Nixon, apeado do governo americano por saber e compactuar com ações criminosas de seu grupo político. Que, por sinal, não fariam nem cócegas no governo brasileiro de hoje em dia. Espionar adversários já faz parte da "legalidade" brasileira faz é tempo.
De fato, eu até posso aceitar que esteja acontecendo um "golpe" contra Lula, mas de acordo com aquela definição que coloquei lá em cima: "Choque que resulta do movimento com que um corpo atinge outro: "o golpe levou-o ao chão."  Ah, sem dúvida a verdade é um golpe fortíssimo contra os pseudo-democratas. E pode muito bem levá-los ao chão. Ou pelo menos tirar deles o brilho de falso diamante de "melhor presidente" que tentam vender aos tolos.
"Golpe" uma ova!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Os Estranhos no Ninho




Como boa parte da população que possui algum nível de consciência política, tenho acompanhado, desde o início, o julgamento da Ação Penal 470, vulgo Mensalão, pelo Supremo Tribunal Federal, instância máxima da Justiça brasileira. 

De modo geral, estou (pelo menos até aqui), satisfeito com o trabalho do STF. O tribunal tem sido duro, implacável mesmo, com os meliantes que, em determinado momento da história recente do Brasil, acharam que isso aqui é a Casa da Mãe Joana, que aqui tudo pode, é uma zona, o reinado da impunidade, onde o Erário é uma espécie de cornucópia de onde jorram propinas e poder quase infinitos. O STF, soberbo, vai mostrando que sim, o Brasil TEM jeito. Claro, faltam as "cerejas" do bolo da corrupção, os mentores e chefes do esquema. Embora todo julgamento seja imprevisível, é difícil conceber um resultado que não seja a condenação por CORRUPÇÃO ATIVA e FORMAÇÃO DE QUADRILHA, para os três caciques do PT que engendraram e operaram todo o esquema criminoso. Já está provado que houve crime na obtenção dos recursos e na sua canalização e lavagem. Não faz sentido aplicar uma condenação por esses crimes, e simplesmente decidir que a cúpula do PT usou todo esse estratagema criminoso tão-somente para obter recursos "não contabilizados" para suas campanhas. É óbvio que o dinheiro foi distribuído, às mancheias, para que aliados de conveniência mantivessem sua "fidelidade" aos ditames do governo petista. Ora, e se houve crime, e se houve um núcleo de pessoas que conspiravam na calada da noite para que esses crimes tivessem êxito, o que será isso, senão a formação de uma quadrilha criminosa? É pura questão lógica, e seguindo a trilha lógica, a condenação do núcleo corruptor da quadrilha é mais do que uma probabilidade: é uma quase-certeza. O Brasil decente agradece ao STF por livrá-lo dessa corja. Serão presos? Tomara que sim. Mas ainda que não sejam, no caso de aplicação de penas que ensejem regimes semi-abertos, tudo bem. A condenação já é um alento, pois colocará por terra as pretensões políticas dessa gente. Deixarão de ser "réus" ou "acusados" para integrarem o rol dos condenados. Caso vingue a razão e a lógica, José Dirceu e seus áulicos poderão ser taxados de criminosos, sem problema algum. E como é que um criminoso condenado pela Justiça vai se atrever a ditar rumos de governo ou mesmo despejar colunas demagógicas em blogs "sujos", como tem acontecido até agora? Com que cara essa gente vai se apresentar ao público? Se forem sensatos, sumirão da vida pública, como ratos depois da dedetização saneadora. Alvíssaras, Brasil.

O julgamento vem trazendo boas surpresas. A veemência de Joaquim Barbosa, sua verve e raciocínio, aliado a uma agilidade mental que contrasta com a tortura que seu corpo sofre durante esses longos arrazoados, é impressionante. Que homem é esse...  Ele não tem raiva nem rancor - tanto que foi indicado ao cargo por Lula, e já tomou decisões que beneficiaram o PT por diversas vezes. Mantem-se sereno na busca daquilo que seu objetivo maior: a JUSTIÇA, doa a quem doer. Uma pena a aposentadoria de Cezar Peluso, aliás, acho um despropósito a aposentadoria compulsória de uma pessoa em pleno gozo de suas faculdades mentais, no auge de sua carreira. Mas essa é a lei, paciência. As boas surpresas deste julgamento: Rosa Weber e Luiz Fux. Indicações do PT, não deixam em momento algum esse fato obnubilar-lhes a imparcialidade e visão de julgadores. Tem sido coerentes e meritórios nas suas decisões e arrazoados.

Mas há estranhos neste ninho de excelência jurídica. Há ministros que, pelo que se viu até agora, dão toda a pinta de que estão sentados nos lugares errados na sala do STF. No lugar de sentar-se numa das onze cadeiras reservadas aos magistrados, parecem que estariam bem mais à vontade sentados nas poltronas alocadas aos advogados de defesa. Chega a ser acintosa a atitude desses dois. Um, amigo e vizinho da família Lula, até tenta manter um certo ar de imparcialidade, e concentra sua atenção enviesada mais na ferramenta da procrastinação do julgamento para as calendas gregas. Faz longos e enfadonhos pronunciamentos, atravanca, entedia e, de modo geral, trabalha para que o julgamento da Ação Penal 470 se estenda, no mínimo, até novembro, ou, pelo menos, até depois das eleições. Se faz isso por convicção ou por orientação, é impossível dizer. Até agora, tem sido pouco eficaz, dado o rigor com que o Presidente do STF, Ministro Ayres Brito, tem podado as tentativas de procrastinação. O Ministro Lewandovsky pode até ser um homem em busca de justiça, mas até agora tem servido aos propósitos dos réus, embora de forma ineficaz.  Já o outro.... me vem à mente as proféticas palavras do prefeito de São Bernardo do Campo, o petista Luiz Marinho, logo que se aventou o possível impedimento de Antonio Dias Toffoli de julgar o mensalão: "O Toffoli não tem o direito de se declarar impedido". Verdade - porque sua atuação tem sido vexatória para o STF. É tão óbvia seu viés a favor dos acusados ligados ao PT, que há nítido desconforto dos demais membros do STF quando este senhor, cuja foto beijando o ex-Presidente Lula encabeça esse post, profere seu voto. Por alguma razão, não se buscou o impedimento desse advogado numa função para a qual ele não tinha, sob nenhuma hipótese, a isenção necessária. Caberia aos demais membros do STF fazê-lo. Não o fizeram, talvez para não lançar dúvidas sobre a independência do Tribunal. Talvez para mostrar ao Brasil que, mesmo em face de um Ministro totalmente parcial, o STF ainda é capaz de aplicar a Justiça, garantida por seus outros componentes, menos subalternos a quem lhes colocou lá.

Nesse sentido, talvez a atuação desastrada do Dias Toffoli seja outro "tiro no pé" petista: os demais magistrados do STF talvez se sintam inclinados a serem mais duros do que seriam normalmente, justamente para fazer um contraponto ao voto de um "estranho no ninho". Até agora, de modo geral, as decisões tem sido contrárias ao voto do Toffoli. Ele não acerta uma. Ou seja, tem alguém errado nessa história, e creio que não são os Ministros que possuem, não só o "notório saber jurídico", mas a isenção tão crucial para a mais alta corte de um país democrático.

Uma nota final: Pelo que se lê nas páginas de Veja dessa semana, os ratos já começam a cantar, e fica patente que faltou um grande réu nessa quadrilha. Não há o que fazer nesse caso, a não ser deixar isso claro à população, pois o comandante geral do esquema está aí, louco para se apoderar do Brasil por mais oito anos, crente que a "voz das urnas" fala mais alto do que sentenças do Supremo Tribunal Federal. O Brasil decente não crê nessa bazófia. Eu não creio nisso. E você?